E Não Sobrou Nenhum
Autor: Agatha Christie
Editora: Editora Globo
Ano: 2011
Número de Pags: 397
Nota:


Sinopse

A inglesa Agatha Christie é uma das autoras mais populares e famosas do mundo. Isto significa que seus títulos estão entre os mais conhecidos. Mas ninguém, no Brasil, poderia se lembrar deste E não sobrou nenhum. Talvez tenha sido encontrado um inédito em algum baú escondido num sótão. Mas, se fosse isto, a mídia com certeza o teria noticiado. Talvez, então, alguém tenha psicografado uma nova história policial. Mas, neste caso, o nome do “médium” não deixaria de ser conhecido. Talvez Agatha Christie não tenha afinal morrido, mas apenas desaparecido, revolvendo agora, aos 118 anos, lançar seu 81º. romance de mistério. Ou, talvez, um de seus conhecidíssimos livros tenha se ocultado atrás de um novo título.

O culpado não é o mordomo, mas um personagem ainda mais cheio de normas, conhecido pelo codinome de “o politicamente-correto”. Pois foi ele que levou os agentes literários da grande dama inglesa a proporem a mudança de título de O caso dos dez negrinhos (Ten little niggers), o livro mais vendido de Agatha Christie em todo o mundo, e adaptado para o cinema por René Clair. A solução salomônica foi, então, destacar o novo título, retirado de uma canção folclórica inglesa, e avisar na capa que o livro é uma nova versão daquele que foi consagrado pelo público brasileiro: E não sobrou nenhum – Anteriormente publicado como O caso dos dez negrinhos.





Como o segundo livro da autora, eu posso dizer que foi impressionante ver como ela consegue te prender em um suspense, desde as primeiras páginas até o final da história, e eu preciso falar que apesar de já saber como iria terminar, nem por isso foi uma leitura previsível e chata.

O enredo é bastante simples, onde dez pessoas completamente estranhas são convidadas a passarem um tempo em uma ilha chamada Ilha do Soldado, em uma mansão criada por um milionário americano algum tempo atrás, e que estava à venda. Todos são bastante diferentes em classes, profissões e até mesmo na maneira de pensar e ver a vida. São bem servidos e acomodados, mas na primeira noite algo inesperado acontece.
Vindo de algum lugar, uma voz anuncia que todos ali presentes são acusados de crimes, e que por isso foram convidados até ali. Por justiça. A princípio, apesar do nervosismo, ninguém realmente acredita no que foi anunciado. Isso dura apenas até começarem as primeiras mortes. Sabendo que não pode haver mais ninguém além dos convidados, só resta descobrir qual deles é o assassino.

Alguns pontos me interessaram bastante no livro, como as mortes serem uma encenação de um conto infantil, premeditada e calculada, e a forma como todos eles, presos naquela ilha lidam com a situação. São todos estranhos entre si, e qualquer um pode ser o assassino e, entretanto, se tornam dependentes delas para que não enlouqueçam, especialmente com a própria companhia.

Os personagens foram apresentados superficialmente, porém para um conto foi o suficiente para que entenda como são e como agem.

O final foi o mais surpreendente. Tentei pensar de todas as formas qual deles se encaixaria no perfil de um psicopata: Frio, racional e manipulador. E dentre todas as pessoas que passaram por suspeitos pela cabeça, ele era ao mesmo tempo uma escolha óbvia e inacreditável.

Não li muitos livros com essa temática, mas posso dizer que com certeza esse título merece a fama que tem. Envolvente, excitante e que vai te deixar sem vontade de fazer qualquer outra coisa que não seja ler até o fim. Recomendo muito o livro dessa escritora genial.


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